quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Erro no diagnóstico (deficiência intelectual/atraso mental)

Oi pessoal!

Hoje iremos conversar sobre um email recebido pela nossa equipe de uma leitora que resolveu compartilhar sua história no nosso blog. Os nomes foram alterados para preservar as identidades.

Ana, primeira filha de Juliana, era um bebê absolutamente normal, risonha e esperta. Contudo, Ana demorou a falar, enquanto sobrinhas de Juliana na mesma idade já estavam falando as primeiras palavras, Ana só começou a falar sua palavrinhas por volta dos dois de idade. Além disso, Juliana começou a perceber que Ana ficava brincando quietinha por horas, não respondia ao chamado e se assustava quando alguém aparecia ao seu lado. “Era como se ela vivesse em outro mundo”.

Preocupada, a mãe começou a buscar respostas sobre o que havia de errado com sua pequena Ana. Os pediatras diziam que o desenvolvimento psicomotor de Ana estava dentro da normalidade e que algumas crianças demoram um pouco mais para falar, isso era absolutamente normal.

O tempo foi passando e Ana continuava a brincar quieta pelos cantos, muitas vezes não respondia ao chamado, parecia sempre distante; mas quando as pessoas falavam diretamente com ela, Ana era atenciosa, respondia e interagia muito bem com as pessoas.

Quando foi para escolinha por volta de cinco anos, os professores também notaram que havia algo de errado e solicitaram uma avaliação médica. Para a surpresa de Juliana, Ana foi diagnosticada com déficit intelectual. (Já seria diagnostica com déficit intelectual tão cedo??)

“Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo usado para descrever pessoas que apresenta certas limitações em seu funcionamento mental, em sua comunicação, cuidado pessoal e relacionamento social. Essas crianças, geralmente necessitam de mais tempo para aprender a falar, aprender a andar, aprender a se vestir, etc. Na escola, essas crianças aprendem de forma muito mais lenta, e por isso não conseguem acompanhar o ritmo das outras crianças. Além disso, apresentam problemas de linguagem, dificuldades em gravar fatos ocorridos, compreender determinadas tarefas, dificuldades em expressar-se e etc.”.

O diagnóstico caiu como uma bomba para Juliana que não acreditava nem aceitava esse diagnóstico "meu mundo caiu, não podia aceitar aquilo, não podia ser... como!!? Minha filha tinha problemas, mas não aquilo!". Essa inquietação impulsionou Juliana a continuar buscando respostas, e procurou por uma segunda e uma terceira opinião... felizmente esse último profissional resolveu fazer uma "investigação mais detalhada" e encaminhou para Ana para um avaliação neuropsicológica.

A avaliação neuropsicológica indicou a necessidade de outro tipo de avaliação e Ana foi encaminhada a um médico otorrinolaringologista para realizar um exame de audiometria, pois havia indícios de problemas com a audição de Ana.

O resultado da audiometria mostrou que a menina possuía uma pequena perda auditiva, o que a impossibilitava de ouvir normalmente, principalmente a voz humana (isso explicava porque Ana não respondia aos chamados e vivia sempre no seu mundinho). E o resultado da avaliação neuropsicológica mostrou que Ana não tinha nenhum atraso mental, e nenhuma outra dificuldade.

Ana passou a usar então aparelho auditivo, por indicação do médico. Seu desempenho escolar surpreendeu a todos, Ana passou a ser a melhor de sua turma e a interagir muito bem com todos os amigos, já não ficava mais brincando no canto, quietinha, falava sobre tudo, o tempo tudo e estava sempre pronta a aprender coisas novas.

Juliana conta que foi muito criticada pelos familiares e amigos por não aceitar o primeiro diagnóstico recebido pela filha (deficiência intelectual), mas agora todos percebem a importância de uma segunda opinião, principalmente quando ainda restam dúvidas.

Muito legal ouvir essa história e saber que ela teve um final feliz! Infelizmente nem sempre isso acontece e a história de Juliana a Ana nos mostra que vale a pena procurar uma segunda opinião, sempre que há dúvidas. Ter uma segunda opinião nem sempre é necessário, mas quando ainda há dúvidas, muitas vezes é válido procurar a opinião de outro profissional especializado, com isso ter a confirmação do diagnóstico e buscar a melhor maneira como lidar com esse problema.



Você também tem uma história para contar?? 
Quer compartilhar com a comunidade Neurônios no Divã!? 
Envie um email contando sua história!
neuroniosnodiva@gmail.com
Afinal este Blog é destinado a VOCÊ!!! Participe!

2 comentários:

  1. Minha filha Victória tem 15 anos e é portadora de atraso mental moderado,temos feitos vários tipos de terapias para melhorar sua qualidade de vida,adorei o blog,bj.

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    1. Olá Uma mãe para três!!

      Realmente o caminho é esse mesmo!! O trabalho contínuo nas terapias trazem bons resultados! Sorte da Victória ter uma mamãe consciente e dedicada! Parabéns!!!

      Obrigada pelo comentário e esperamos que vc continue a nos visitar!!

      Abraços,
      Equipe Neurônios no Divã

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