segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mielomeningocele

Atendendo a pedidos, vamos falar um pouco sobre a Mielomeningocele. Mielomeningocele é uma doença congênita, que ocorre durante o primeiro mês de gestação (geralmente a mulher ainda não sabe que está grávida). Durante a gestação os dois lados da espinha dorsal do feto se unem para cobrir a medula espinhal, os nervos espinhais e as meninges. Mas, algumas vezes pode ocorrer um defeito nesse fechamento e ele acontecer de forma incompleta. 

A causa dessa doença ainda é desconhecida. No entanto, sabe-se que os baixos níveis de ácido fólico no organismo da mulher antes e durante a gestação podem estar relacionados com essa patologia. A vitamina ácido fólico tem um papel fundamental no processo de multiplicação celular e no desenvolvimento do cérebro e da medula espinha, portanto, imprescindível durante a gravidez.

O diagnóstico pode ser feito através da ultrassonografia e de uma maneira geral, o defeito pode ser identificado a partir da décima sétima semana de gestação. A correção cirúrgica, pode ocorrer até mesmo ainda no ventre materno, porém, essa correção não impede que a criança venha a apresentar sequelas. 

A malformação pode ocorrem em qualquer nível da coluna vertebral, e com isso diferentes graus de comprometimentos são observados. Os sintomas incluem: • Perda do controle da bexiga ou intestino; • Parcial ou completa falta de sensação; • Parcial ou completa paralisia das pernas; • Fraqueza dos quadris, pernas ou pés; • Pés anormais, como pé torto; • Acumulação de líquido dentro do crânio (hidrocefalia), entre outros.

Além desses sintomas, a hidrocefalia também é bastante comum e podem ocasionar deficiência intelectual, déficit nas funções executivas e visuoespaciais. E muito importante o reconhecimento desses problemas o mais precoce possível para que um programa de estimulação (reabilitação cognitiva) seja traçado de acordo com as necessidades da criança. Assim, quando a criança chegar à idade adulta terá condições de levar uma vida normal apesar de possuir algumas sequelas físicas.

Uma outra coisa muito importante é a psicoterapia. Essa patologia tem um efeito psicológico profundo nas crianças e em seus familiares (geralmente sofrem de depressão, ansiedade e estresse constantes). A psicoterapia permite que pacientes e familiares aprendam a lidar melhor com a doença, compreendendo seus limites e sintomas.  Alem de promover mudanças de estratégias frente aos problemas enfrentados e contribuir para melhora na qualidade de vida. 



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Rosani Ap. Antunes Teixeira
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Neurônios no Divã: Psicologia e Neurociências

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