segunda-feira, 18 de abril de 2011

Alzheimer - Reabilitação (parte I)

Não é nenhuma novidade que a população mundial está ficando cada vez mais velha. A expectativa de vida é de 65,0 anos para os homens e 69,5 anos para as mulheres de acordo com o relatório de Perspectivas da População Mundial das Nações Unidas, no período de 2005-2010. 

Esse aumento da expectativa de vida fez crescer também as preocupações com  as doenças do envelhecimento, como o Mal de Alzheimer. Acredita-se que no Brasil essa doença atinja cerca de meio milhão de idosos. Por esse motivo vou falar um pouco sobre reabilitação cognitiva na demência de Alzheimer.
  
No início da doença, os sintomas podem ser bastante sutis, mas com a progressão os sintomas tornam-se cada vez mais intensos e começam a interferir no trabalho, nas relações familiares, nas atividades da vida diária e na vida social. Muitas famílias sentem-se desesperadas e impotentes diante da progressão do declínio cognitivo causado pela doença e tentam de tudo para combater a sua progressão, mesmo sabendo que os resultados positivos muitas vezes nunca são alcançados. Infelizmente a demência ainda não tem cura.

Com o objetivo de preservar as habilidades que ainda estão funcionais e criar estratégias para compensar as habilidades que já se encontram comprometidas, e que a reabilitação cognitiva está sendo cada vez mais recomendada para os idosos com Alzheimer. Além dos benefícios descritos acima, a reabilitação cognitiva ainda atua minimizando as sequelas emocionais e comportamentais devido as perdas cognitivas e maximizando o potencial social. 

Dentro do modelo de reabilitação cognitiva temos a otimização seletiva que consiste em restringir o trabalho do idoso, mantendo apenas as atividades com maior importância para a pessoa. Otimizar significa  melhorar até onde pudermos, melhorar até o máximo as atividades escolhidas pelo idoso ou seus familiares.

Na otimização seletiva procura-se maximizar os esforços para uma execução com sucesso e satisfação nos domínios de vida escolhidos e também pode-se executar uma compensação, que envolve a implementação de novas estratégias adaptativas quando as habilidades são insuficientes para o funcionamento adequado. Com isso o paciente também experimenta melhoras psicológicas, bem-estar físico, e melhor qualidade de vida quando participam de programas de reabilitação. 

Fonte:
Jeffrey A. Buchanan, Angela Christenson, Daniel Houlihan and Carly Ostrom - The Role of Behavior Analysis in the Rehabilitation of Persons With Dementia - Behavior Therapy 42 (2011) 9–21.

Rosani Ap. Antunes Teixeira
Neurônios no Divã

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